ADRIEN
DELPECH
O professor Adrien Delpech era belga, nascido no ano de 1867. Fez
seus estudos de todos os níveis em Paris. No ano de 1892,
aos 25 anos de idade, chegou ao Brasil, onde se estabeleceu definitivamente.
No Brasil desposou Clotilde Weguelin Delpech, brindado o casal com
5 filhos: Eugênio, Paulo, Noel, Maria e Oswaldo. No Rio de
Janeiro ingressou no Colégio D. Pedro II, em seguida no Instituto
de Educação e na Escola Nacional de Música,
lecionando francês e arte. De grande cultura humanística
foi professor de várias disciplinas, inclusive Literatura
Brasileira, pela qual nutria especial predileção.
Conhecia profundamente toda a produção literária
de Machado de Assis, traduzindo algumas obras machadianas para a
Língua Francesa. Escritor e jornalista, com publicações
na Imprensa do Rio de Janeiro, escreveu os livros “Le Roman
Brèsilien”, “L´Idole” e um belíssimo
hino literário de exaltação à nossa
cidade: “Petrópolis”. Como toda a sociedade do
Rio de Janeiro, veraneava na Serra, aqui mantendo estreito contato
com os jornalistas e escritores, o que lhe valeu a indicação
e eleição para ocupar uma cadeira na Associação
de Ciências e Letras, sendo empossado a 15 de dezembro de
1929, em sessão realizada no salão principal do Banco
de Petrópolis, nessa época a sede provisória
da entidade. O patrono por ele escolhido para a posse foi o artista
e escritor Jean Baptiste Debret, um dos fundadores da Academia Brasileira
de Belas Artes. A saudação foi proferida por Alcindo
Sodré. A 23 de maio de 1942, aos 75 anos de idade, faleceu
no Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério de São
João Batista.
Nas três primeiras décadas do século XX, os
veranistas intelectuais que passavam temporadas de novembro a março
em Petrópolis, alguns com residências fixas e outros
em hotéis ou sob hospedagens familiares, procuravam convivência
com a sociedade cultural de Petrópolis, freqüentavam
as sessões literárias e tornavam-se efetivos integrantes
de nosso desenvolvimento cultural. Adrien Delpech foi um desses
notáveis homens que dedicou a Petrópolis um grande
carinho, luzindo no desenvolvimento da Cultura Petropolitana.
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