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CARLOS
GÓES
O ilustre
professor, escritor, poeta e filólogo Carlos Góes, nasceu
no Rio de Janeiro, filho de Domingos Góes e de Maria Eugênia
Machado Góes. Cursou Humanidades nos colégios Abílio
e Externato Aquino, formando-se em Direito pela Faculdade do Estado de
Minas Gerais. Mudou´se do Rio de Janeiro para Minas Gerais, tornando-se
Promotor Público em Mozambinho, até ingressar como Professor
Catedrático de Português no Ginásio Oficial de Minas
Gerais, por brilhante concurso onde alcançou o 1º lugar, sendo
muito cumprimentado pela brilhante tese “Da Linguagem”.Publicou
inúmeros trabalhos didáticos: “Dicionário de
Galecismos”, “Dicionário de Raízes e Cognotos”
(premiado pela Academia Brasileira de Letras), “Dicionário
de Afixos”, “Método de Análise”, “Sintaxe
da Regência”, “Sintaxe da Construção”,
“Gramática Expositiva Primária” e “Pontos
de Língua Pátria”., Apaixonado pela Literatura e,
em particular, pela poesia e primoroso diletante da bela arte, publicou
os livros “Crótulos” (1888), “Cítara”
(1904) e “Espelhos” (1924). Dramaturgo, escreveu a peça
histórica “O Governador das Esmeraldas” e algumas comédias
e dramas. Foi titular da cadeira nº 11 da Academia Mineira de Letras.
No ano de 1931 veio residir em Petrópolis e aqui impressionou a
sociedade intelectual e cultural com seus talentos oratórios e
de escritor, ingressando na Academia Petropolitana de Letras, na cadeira
nº 38, patronímica de Casimiro de Abreu, tomando posse a 10
de setembro de 1933. Por pouco tempo enriqueceu a Academia e a Cultura
de Petrópolis, falecendo em janeiro de 1935, recebendo homenagem
acadêmica em sessão realizada a 7 de fevereiro do mesmo ano,
sendo orador o acadêmico Álvaro Machado. |