JOÃO
ROBERTO d'ESCRAGNOLLE
Jornalista,
chegou a Petrópolis, acompanhando sua família a partir de 1894,
onde se estabeleceu definitivamente. Residiu em um belo chalé da
rua 13 de Maio, onde esteve, mais tarde o Colégio Avelar e foi residência
da família Grandmasson. Não mais existe a casa, derrubada para dar
lugar a uma construção modernosa. Trabalhou, em 1895 na Cia. Geral
de Estradas de Ferro e, em seguida, passou ao jornalismo como diretor
da "Revista Comercial e Financeira". Em 1898 era correspondente
do jornal carioca "A Notícia", representando-o por mais de 20 anos
corridos, tornando-se respeitado e admirado na profissão. Funda
em 1900 "A Gazetinha" com Álvaro de Catanheda e Madame Bandeira
de Mello. Em 1902 lança a sua mais conhecida revista "Verão em Petrópolis",
editada ininterruptamente nos verões petropolitanos. Outras publicações
suas foram "Petrópolis Revista" e "Céus e Terras". Para desenvolver
a atividade jornalística e de divulgação turístico-cultural de Petrópolis
organiza e dirige e "Agência Alex", a partir de 15 de novembro de
1915, instalando-a em dependência do Hotel Bragança, publicando
guias a carteiras turísticas, colaborando para a fundação do "Sindicato
de Iniciativa de Turismo de Petrópolis". Escreveu em toda a imprensa,
com artigos de belo teor literário. Fundou, ainda o jornal "A Notícia"
em janeiro de 1913. Organizou a Exposição Industrial de Petrópolis,
em 1918. Tornou-se centro de referência em Petrópolis de toda a
atividade jornalística e turística, o que o levou a fundar, com
outros companheiros, o "Circulo de Imprensa", uma espécie de associação
ou sindicato de profissionais da área. Sua cabeça fervilhava de
idéias, assim colaborando para marcantes iniciativas, dentre elas
esposando a idéia de Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos no sentido
de fundar uma entidade de letras, o que ocorreu a 3 de agosto de
1922 com a instalação da Associação Petropolitana de Ciências e
Letras, a nossa quase octogenária Academia. Grande admirador da
hortênsia, propôs e fê-la o símbolo de Petrópolis. Faleceu a 27
de março de 1925, deixando três filhos: Alexandre, Roberto e Luís
Afonso, este grande personalidade do Museu Imperial e um de seus
primeiros diretores. A João Roberto d 'Escragnolle se deve o empenho,
a diligência, a direta ação que redundou na fundação da Academia,
feita na sua "Agência Alex", que funcionava em uma das salas da
"Pensão Petrópolis", sobrado hoje substituído pelo Edifício Vicente
Marchese.
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