FREITAS MELLO

Alagoano de Traipú, nasceu José Bento de Freitas Mello no ano de 1885, filho do capitão José Bento de Freitas Mello e de Maria Febrônia de Freitas Mello. A família mudou-se para Penedo e, em seguida, fixou-se em Salvador, Estado da Bahia. O jovem não completou os estudos nos colégios baianos e, em 1906, com 21 anos de idade, veio para o Rio de Janeiro para tentar a sorte, empregando-se no comércio e, após conseguindo lugar no funcionalismo municipal do Rio de Janeiro, onde fez carreira, aposentando-se com 30 anos de serviço. Trabalhando a estudando, completou o curso superior de Odontologia e, em seguida, o de Direito, ambos na Universidade do Brasil. Dedicou-se à imprensa, que muito apreciava, secretariando a “Gazeta Municipal, órgão dos funcionários municipais cariocas onde escreveu elogiadas crônicas.Palavra fácil, aprimorada inteligência, foi emérito orador.Não se dedicou às profissões nas quais se graduara, preferindo crescer na administração pública e nas atividades literárias. Deixou copiosa soma de trabalhos na imprensa, publicando um opúsculo: “Minha Autobiografia”. Escreveu para “A Aurora”, na Bahia; “O Lutador”, “O Nacional” e “A Semana”, em Penedo; “A Reforma”, “Jornal do Brasil”, “Jornal do Comércio” e “O Brasil Odontológico”, no Rio de Janeiro. Fixando residência em Petrópolis, escreveu nos principais órgãos da imprensa petropolitana: “Pequena Ilustração”, “Tribuna de Petrópolis” e “Jornal de Petrópolis”. Na noite de 3 de agosto de 1922, trazido pela mão de seu fraterno amigo Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos, estava na reunião que fundou a Associação Petropolitana de Ciências e Letras, a nossa hoje Academia, onde desempenhou papel fundamental na organização da entidade, sendo eleito 1º Vice-Presidente da 1ª Diretoria e assumindo a presidência, complementando o mandato que fora de Eugênio Lopes Barcellos. No ano de 1923 integrou o Conselho Deliberativo. Já na Academia Petropolitana de Letras, em 1934, quando foram definidas as cadeiras numeradas com patronos fixos, Freitas Mello ocupou a de nº 7, escolhendo para patrono Rui Barbosa, ao qual devotava santa admiração. Foi um dos grandes nomes da Academia nos anos da formação e sedimentação. Casou com Maria Carmem, filha do respeitado professor Narciso Batista de Oliveira, deixando descendência. Faleceu na primavera de 1954, aos 69 anos de idade.