JULIO
COSTA
Nasceu
em Barra do Pirai, Estado do Rio de Janeiro, a 21 de outubro de
1903, filho de Miguel Costa e Cândida da Silva Costa, família
de ascendência portuguesa. Ingressou nas fileiras do Exército
onde pontificou com nobre carreira, tendo participado do movimento
revolucionário de 1932, servindo em Taubaté, Estado
de São Paulo. No ano de 1935 seguiu para o Rio Grande do
Sul, onde serviu na Caudelaria Nacional de Rincão; em 1936
estava em Campo Grande, no Estado do Mato Grosso. Seguiu carreira
em Cuiabá, onde serviu com Eurico Gaspar Dutra e Filinto
Muller, amizades que perdurou por todas as suas vidas. Em 1939 estava
de volta a Campo Grande, no Depósito de Remonta onde, com
Luiz Francisco de Mattos, seu comandante e, posteriormente Hugo
Kramer Ribeiro, edificaram a Caudelaria de Campo Grande, onde grande
número de cavalos de puro sangue foram colocados à
disposição de fazendeiros para o desenvolvimento da
eqüinocultura. Ele próprio tornou-se um criador de cavalos,
acabando por escrever importante obra sobre o tema “O Cavalo
na História”. Articulista, colaborou em jornais de
Campo Grande como “O Progressista” e “Jornal do
Comércio”, ingressando na política, candidatando-se
a deputado estadual sem lograr êxito. Ingressou na Academia
Matogrossense de Letras e dessa fase é sua obra “História
do Brasil em Versos”, que na editou e permanece inédita.
Escritor de boa pena, poeta, produziu muitos trabalhos, reunidos
no volume “Querência Amena”, editado por seus
filhos nas comemorações do centenário de seu
nascimento, 2003. Casou a 23 de abril de 1925 com Helena Campos,
em Aquidauana - MT, tendo o casal três filhos: Álvaro,
Yara Jocely e Eliana Mara. No ano de 1950 veio servir no 1º
Batalhão de Caçadores, em Petrópolis, onde
logo identificou-se com a sociedade cultural, colaborando na imprensa
e freqüentando a Academia Petropolitana de Letras, na qual
ingressou, ocupando a cadeira nº 03, patronímica de
Euclides da Cunha, empossado a 29 de dezembro de 1952. Reformou
no posto de Coronel. Participou ativamente na campanha política
junto ao General Henrique Teixeira Lott, que disputou a Presidência
da República com Jânio Quadros. Faleceu no Rio de Janeiro
a 13 de março de 1963.
O Tenente Júlio, como era mais conhecido, inclusive em seus
tempos de Petrópolis, foi um misto de militar responsável
e patriota, chefe de família exemplar e escritor e poeta
de expressiva bagagem literária.
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