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LUCIANO
TAPAJÓS
Luciano Miranda
Reis Tapajós nasceu no Rio de Janeiro a 17 de dezembro de 1890,
filho de Torquato Xavier Monteiro Tapajós e Francisca Olímpia
de Miranda Reis. Seu pai Torquato foi engenheiro e sanitarista, autor
de mais de 10 livros sobre o Amazonas e estudos técnicos e teses
sobre higiene e tem seu nome imortalizado na estrada que liga Manaus a
Itacotiara, por seu trabalho na região que muito a desenvolveu;
foi pai de 9 filhos e Luciano é o sétimo. Seu avô,
o Comendador da Ordem da Rosa, Francisco Antônio Monteiro Tapajós,
casado duas vezes, a primeira com Sesária Marinho Salgado e a segunda
com Benedita Rosa Marinho, foi pai de 18 filhos e Torquato seu 11º
filho. Homem e visão, nascido em Óbidos, Pará, filho
de casal de português tramontês, foi menino com os pais para
Portugal, mas para aqui retornou sozinho, aos 9 anos de idade, trabalhando
no comércio, em seguida barqueiro mercador no Rio Tapajós
e proprietário de terras. Durante a “Revolta dos Cabanos”
(1839) emprestou sua embarcação ao Governo Imperial, que
a equipou para a guerra. Vitorioso, o Imperador D. Pedro II chamou-o de
“Herói do Tapajós”, permitindo que Francisco
acrescentasse o sobrenome Tapajós, criando assim a família
brasileira e amazonense dos Tapajós. Voltando a Luciano Tapajós,
herdeiro de tão de tão cara fortuna moral e de trabalho,
fez estudos secundários completos, tornando-se jornalista e escritor.
Fundou e dirigiu no Rio de Janeiro o jornal “A Notícia”.
Veraneando em Petrópolis, desde a juventude, aqui casou-se com
Noêmia Costa Santos, nascendo em Petrópolis seus três
primeiros filhos: Noelúcia. Vicente e Maria Lúcia e no Rio
de Janeiro os dois últimos: Adelaide e Júlio. Aos 32 anos
de idade escrevia para os jornais petropolitanos e a 3 de agosto de 1922
participou da reunião que criou a Associação Petropolitana
de Ciências e Letras, a nossa Academia de hoje, amigo que era de
João Roberto d´Escragnolle. Publicou “Num Hausto”
(1912), “A Pátria” (1914), “Discursos e Conferências”
(1915), “Efemérides Petropolitanas” (em parceria com
d´Escragnolle) e colaborou na Enciclopédia Delta-Larousse
em “A Arte no Jornalismo”. Seu 2º filho, Vicente Tapajós,
foi renomado historiador e sua obra “História do Brasil”
foi adotada como livro didático no ensino médio brasileiro.
Pesquisador, foi Luciano membro titular do Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico de Petrópolis.
Um de nossos fundadores, Luciano faleceu no Rio de Janeiro, a 12 de dezembro
de 1958. |