Os Estatutos

1º Estatuto:
A Associação Petropolitana de Ciências e Letras aprovou o 1º Estatuto Social na Assembléia de 3 de agosto de 1922, na presidência de Eugênio Lopes Barcellos. Não existe exemplar e nem cópia ou publicação. Foi de natureza provisória e para organização da entidade.

2º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral de 16 de janeiro de 1924, foi registrado sob o nº 67, no livro III e publicado no Diário Oficial do Estado a 12 de outubro de 1924, na presidência de Aristides Werneck. O sociedade literária passa à denominação de "Associação de Ciências e Letras" e como documento registrado, é o estatuto da fundação, haja vista que o 1º não teve registro oficial. Define a entidade como uma sociedade de cultura literária, artística e científica, de duração indefinida, com número ilimitado de sócios divididos em efetivos e correspondentes. A Diretoria fica definida com 1 presidente, 2 secretários e 1 tesoureiro, com mandato anual e eleita pela última Assembléia Geral de cada ano e posse a 15 de janeiro do ano imediato. O órgão superior é a Assembléia Geral. Estipula que a data de fundação é o dia 3 de agosto de 1922 e considerados fundadores os sócios inscritos na data da aprovação do Estatuto. Compareceram à Assembléia os sócios: Aristides Werneck, Arthur Barbosa, José Bento de Freitas Mello, Aloysio Silva, Soleyman Antoun, Raul Serrano, Carmello Paladino, Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos, Eugênio Libonatti, José Veira, Murillo Cardoso Fontes, Armando de Lacerda e Salomão Pedro Jorge.

3º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral de 30 dezembro de 1929, na presidência de Nair de Teffé Hermes da Fonseca. Era profunda a alteração da sociedade literária, a começar pela denominação: deixava de ser Associação de Ciências e Letras para transformar-se em Academia Petropolitana de Letras. Outras novidades: o número de sócios efetivos é limitado a 50 e poderão ser admitidos os intelectuais "com obras publicadas ou no prelo ou que já tenham provado a sua inteligência e cultura sob a forma de discursos, conferências, crônicas jornalísticas, etc.; o número de sócios correspondentes fica determinado em 20 e a Diretoria permanece com 1 presidente, 2 secretários e 1 tesoureiro e a forma de eleição é a mesma do Estatuto anterior; mantém-se a data da fundação a 3 de agosto de 1922 e sócios fundadores de acordo com o Estatuto precedente. Estiveram presentes à Assembléia: Alfredo de Mattos Rudge, Antônio Joaquim de Paula Buarque, Arthur Barbosa, Alcindo de Azevedo Sodré, Armando Martins, padre Conrado Jacarandá, Joaquim de Gomensoro, Décio Cesário Alvim, Barbosa Gonçalves, Walter João Bretz, Reynaldo Antônio da Silva Chaves, Sylvio de Abreu Fialho, Álvaro Machado, Anthero Palma, Salomão Pedro Jorge, Armando Lima, Paulo Monte, Raphael Mayrinck, Durval de Moraes, Ernesto Tornaghi, Octávio Venâncio da Silva, Eugênio Libonatti, Flávio Vieira Maciel, José Bento de Freitas Mello, Aloysio Silva, Vicente Amorim, Aristides Werneck, Arthur de Sá Earp Filho, Mário de Paula Fonseca, Mário Dias, Frederico Villar, Luiz Quirino de Magalhães Gomes, Paulo de Mattos Rudge, Sylvio Leitão da Cunha Filho, Luiz Amaral, Eugênio Lopes Barcellos, Francisco Carauta de Souza, Henrique Mercaldo, Leôncio Corrêa. Alfredo Mariano d 'Oliveira e a diretoria que promoveu a profunda alteração estatutária: Nair de Teffé Hermes da Fonseca (presidente), padre Lúcio Gambarra (1º secretário), Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos (2º secretário) e Soleyman Antoun (tesoureiro).

4º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral de 16 de maio de 1934, ata publicada no Diário Oficial de 3 de agosto de 1934 e registrada sob o nº 46, livro III, no Cartório do 4º Oficio de Petrópolis, a 21 de agosto de 1934, sob a presidência de Alcindo de Azevedo Sodré. A grande modificação foi a criação de 5 categorias de sócios: efetivos, titulares, honorários, beneméritos e correspondentes. Os efetivos, chamados acadêmicos, foram fixados em 40, nos moldes da Academia Brasileira de Letras, com cadeiras patronímicas imutáveis, com nomes escolhidos entre aqueles de brasileiros mais ilustres, assegurada a vitaliciedade dos acadêmicos.

5º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral de 30 de outubro de 1947, sob a presidência de José Joaquim Serpa de Carvalho, corporificando o anterior e alterando o quadro da Diretoria, que assim ficou constituida: 1 presidente, 1 secretário-geral, 2 secretários, 1 tesoureiro e 1 bibliotecário.

6º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral de 11 de maio de 1958, na presidência de Antônio Virginio de Moraes. Com algumas atualizações de adaptação, não alterou a estrutura geral da entidade. À Diretoria foi acrescentados o cargo de 2º tesoureiro e confirmado o de Relações Públicas, que vinha de decisão "ad referendum" da Assembléia Geral.

7º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral de 5 de abril de 1975, na presidência de Joaquim Eloy Duarte dos Santos, teve como atualização mais importante o enquadramento da Academia como entidade sem fins lucrativos e a declaração legal de que "em caso de dissolução os bens serão distribuídos a instituições congêneres" para fins de prova como instituição reconhecida pelos poderes públicos como entidade de utilidade pública.

8º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral Extraordinária de 27 de dezembro de 1979, na presidência Olavo Dantas. Além de algumas adaptações a aspectos formais de funcionamento, aumenta um cargo na Diretoria, o de Vice-Presidente.

9º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral de Extraordinária de 28 de dezembro de 1988, na presidência Joaquim Eloy Duarte dos Santos. Estabeleceu importantes modificações e novas regulamentações: dentre as mais importantes:
1) determinou 5 categorias de sócios: Efetivos, os mesmos existentes, em número de 40, com cadeiras numeradas e patronos fixos; Eméritos, Honorários, Beneméritos e Correspondentes, estes últimos com cadeiras numeradas e patronos fixos tirados de acadêmicos falecidos e de personalidades expressivas da vida cultura petropolitana;
2) reformulação do rito da Assembléia Geral;
3) Mantida a composição dos cargos da Diretoria e criando o Conselho Fiscal;
4) criação do "Regimento Interno" regulamentador do Estatuto;
5) novo rito para votação nas assembléias, eliminando os votos por carta e telegrama; 6) criado o capítulo referente ao "Patrimônio";
6) instituída a "Previsão Orçamentária" anual; e
7) adoção oficial do símbolo da Academia, de criação de Maria Helena de Avellar Palma.

10º Estatuto:
Aprovado na Assembléia Geral Extraordinária, de 21 de janeiro a 11 de março de 1995, na presidência José de Cusatis. Houve um grande e inexplicável enxugamento do Estatuto anterior, eliminando-se o "Regimento Interno" e, no seu lugar, criada uma "norma própria" a ser instituída; restabelecendo-se o voto por carta e telegrama; eliminando-se a "Previsão Orçamentária"; trocando-se o título de "Acadêmico Efetivo" por "Acadêmico Titular", permanecendo as demais categorias; e eliminando-se do corpo do Estatuto os nomes dos patronos fixos das cadeiras de Efetivos.
Este último Estatuto, em vigor, foi registrado no Cartório do 4º Oficio de Notas, de Petrópolis, protocolo nº 15985, no Livro A-1, sob o nº 1075, em 13 de junho de 1996.

11º Estatuto
Aprovado na Assembléia Geral Extraordinária de 10 de dezembro de 2005, na presidência de Joaquim Eloy Duarte dos Santos.
Adequação do Estatuto ao Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.496, de 2002).
Transforma-se em Associação Civil de Direito Privado de Natureza Cultural sem fins lucrativos; enxuga-se o texto e transfere-se os ritos para o Regimento Interno; retorna ao texto a relação dos 40 patronos fixos das cadeiras titulares acadêmicas; desaparecem os votos por cartas e telegramas sem respaldo jurídico; exige-se a presença nas Assembléia Gerais de 1/3 e 2/3 respectivamente nas 1ª e 2ª convocações; fixa-se em 5 o número integrantes do Conselho Fiscal.
Registro no Registro Geral de Pessoas Jurídicas, Cartório do 4º Oficio de Petrópolis – protocolo no Livro A sob o nº 40.501 – Registro no Livro A sob o nº 5373 (sele judiciário RIE 88217), em 19 de abril de 2006.