ARTHUR
BARBOSA
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O jornalista
Arthur Alves Barbosa nasceu em Niterói a 17 de maio de 1868, então
capital da Província do Rio de Janeiro. Na cidade natal cursou as
primeiras letras e com o colega Antônio Parreiras, mais tarde o
consagrado pintor brasileiro, criou um jornal manuscrito. Na Corte
do Rio de Janeiro fez estudos secundários no rigoroso Colégio São
Bento, com excelente aproveitamento. No ano de 1883, aos 15 anos
de idade, inscreve-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Espírito
crítico e inflamado fez-se solidário com colegas em questões internas
da Faculdade, sendo obrigado a abandonar o curso. Prestando concurso
para ingresso na Fazenda Estadual de São Paulo foi classificado
em 1º lugar, exercendo a profissão por alguns anos mas, também,
demitindo-se em solidariedade a colegas prejudicados pela política
paulista. Passa ao exercício do jornalismo, sua verdadeira vocação,
escrevendo no "Diário Popular", "Diário Mercantil" e "Correio Paulistano".
Mudando residência para o Rio de Janeiro, participou da fundação
da revista "Vida Semanária", com Olavo Bilac. Retornando a Niterói,
tornou-se funcionário do Tribunal da Relação, acabando por subir
para Petrópolis, acompanhando a repartição quando da transferência
da capital fluminense para a nossa cidade. Aqui fixou-se e abraçou
em definitivo o jornalismo. Com Arthur de Sá Earp, Martinho Moraes
e Hermogênio Silva atuou na "Gazeta de Petrópolis". Em 1902 estava
na fundação da "Tribuna de Petrópolis", como redator e, mais tarde,
tornando-se proprietário da folha, tornou-a diária a partir de 1906,
uma grande ousadia na época e que muitos apostavam que não vingaria.
Na política, foi vereador, presidente da Câmara, portanto Chefe
do Executivo, de fevereiro de 1913 a abril de 1916. Sua maior realização
foi o completo ajardinamento da Praça da Liberdade, a construção
do rinque de patinação, do coreto e do bar, com inauguração em memorável
festa popular. Criada a Prefeitura, em agosto de 1916, como presidente
da Câmara, exerceu, o cargo de prefeito interino de 8/8 a 30/9/1918
por licenciamento de Oscar Weinschenck; foi eleito prefeito pelo
voto popular mas não assumiu por questões políticas. Por duas legislatura
foi deputado estadual. Publicou os livros "Rosal"(crônicas) e "Amores
de Deodato e Madalena"(novela). Dramaturgo, viu representada no
"Cassino", a peça "A Normalista". Casado com Leonor Campos Barbosa,
não teve filhos, porém adotou um menino ao qual o casal prodigalizou
belo futuro, o comerciante Sylvio Barbosa Bentes, fundador da firma
"Barbosa Bentes & Cia", primeiro representante da Ford Motors Company
em Petrópolis. Arthur Barbosa ingressou na Academia Petropolitana
de Letras em seus primeiros dias, participando da 2ª Diretoria,
ano de 1922, no Conselho e 1º secretário (1924). Foi titular a cadeira
nº 2.patronoRaul Pompéia. Faleceu aos 79 anos de idade, no dia 24
de novembro de 1947. Foi marcante personalidade de nossa história
petropolitana.
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