ARMANDO
MARTINS
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Jornalista,
nasceu em Petrópolis no ano de 1892. Apaixonado pelas atividades
da imprensa, desde menino buscou e conseguiu um lugar na Tribuna
de Petrópolis como auxiliar de serviços gerais, especializando-se,
em seguida, em tipografia, de cuja atividade tornou-se um mestre.
Ascendendo na carreira, viu-se alçado a Chefe de Redação e a Gerente
da Tribuna. Seu sonho maior era editar seu próprio jornal e, assim,
fundou e dirigiu, em sociedade com outros profissionais, a Folha
Comercial, que circulou no ano de 1925. No ano de 1931 fundou um
dos melhores jornais já editados em Petrópolis, o semanário "Pequena
Ilustração", onde seu dedo de tipógrafo e diagramador estava em
cada linha e entrelinha do tablóide, que lançava a novidade de duas
e três cores. A Pequena Ilustração tinha a característica de uma
revista repleta de ilustrações, fotografias, curiosidades, não assumindo
compromisso com o noticiário político. Era cultural e recreativa.
A riqueza gráfica, partida de sua inventiva, encontrava no tipógrafo
Oswaldo Soares, o "Ondona", seu artífice de rara criatividade, enriquecendo
anúncios, caricaturando personagens e criando desenhos com a utilização
de tipos móveis. Sua gráfica era um verdadeiro laboratório de pesquisa
tipográfica. Nela editou outras publicações por encomenda e artísticos
trabalhos gráficos. Ao falecer, no ano de 1943, seu filho Hilton
de Abreu Martins, de saudosa memória, tentou prosseguir com a publicação,
com pouco êxito, em esforço meritório e de homenagem, infelizmente
sem conseguir o êxito do talentoso pai. Todo pesquisador interessado
pela História de Petrópolis, deve consultar e ler a coleção da Pequena
Ilustração, à disposição na Sala Petrópolis de nossa Biblioteca
Municipal. Armando Martins ingressou na antiga Associação Petropolitana
de Ciências e Letras, logo após a fase de fundação e organização,
participou nas alterações estatutárias de 1929 e 1934 que definiram
a atual denominação de Academia e assumiu a cadeira nº 12, patrono
João de Deus Filho, mais tarde sob nova patronímica, a de José do
Patrocínio. Foi um dos maiores e mais criativos jornalistas petropolitanos
de todos os tempos.
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