ARMANDO
DE LACERDA
Armando
Paiva de Lacerda era petropolitano de nascimento, filho do notável
médico Edmundo Augusto Gonçalves de Lacerda, nascido em Vassouras
mas radicado em Petrópolis desde 1894 quando, capitão-médico da
Força Policial do Estado do Rio, acompanhou a transferência da capital
para Petrópolis. Era da família Lacerda que deu ao Brasil proeminentes
políticos e homens de grande envergadura cultural, como Maurício,
Sebastião e Carlos Lacerda, o nosso saudoso e querido Carlos Werneck
e tantos outros. Armando nasceu no ano de 1900 em Petrópolis, sua
mãe, a senhora Elvira Paiva de Lacerda. Seguindo a profissão paterna
formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
passando a clinicar no consultório do pai. Muito jovem, transferiu-se
para o Rio de Janeiro, nomeado para Diretor do Instituto de Educação
de Surdos, que reformulou e humanizou. Abraçando a otorrinolaringologia,
a ela dedicou-se com amor principalmente na clínica audiológica,
de cuja especialidade destacou-se como emérito professor. Humanitário
acima do dever, conseguiu colocar pacientes em indústrias, principalmente
aquelas de ruídos acima do suportável por pessoas sem a deficiência
da audição. Esteve por 3 anos em São Paulo onde organizou o Centro
Educacional para Crianças Surdas de Prefeitura da Capital. Foi membro
efetivo das Associações Médica Brasileira e Médica do Estado do
Rio de Janeiro, das Sociedades Brasileira de Otologia, de Foniatria
e Logopedia e de Otorrinolaringologia do Rio de Janeiro. Escreveu
trabalhos técnicos, o mais conhecido "Audiologia Clínica", apresentando
teses em Congressos Científicos do País e Exterior e, ainda publicou
artigos em revistas médicas. Seu melhor livro foi "O Médico e a
Serra", onde compõe um hino a Petrópolis e ao pai Armando de Lacerda,
editado no ano de 1980.Colaborou em revistas e jornais como "Tribuna
de Petrópolis", "Verão em Petrópolis", "Ilustração Brasileira",
"Para Todos", "Jornal do Brasil", "Diário de Notícias", "Correio
da Manhã" e "O Jornal". Foi um dos fundadores da Sociedade Médica
de Petrópolis e da Academia Petropolitana de Letras, participando
da Diretoria do ano de 1923 como 1º Secretário. Quando da reformulação
da entidade e criação das cadeiras numeradas com patronos fixos
já não estava mais em Petrópolis, deixando de participar da vida
acadêmica. Faleceu em setembro de 1994, aos 95 anos de idade. Casado
com Yara, deixou descendentes e um nome para ser recordado e uma
vida para ser seguida, sempre admirada.
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