CARDOSO
DE MIRANDA
Mário
Aluízio Cardoso de Miranda foi uma das maiores personalidades da
História Petropolitana. Fluminense, natural de Campos dos Goitacases,
nasceu a 25 de setembro de 1908. Inteligente, estudioso, era talentoso
orador e portador de fabulosa cultura literária, política e humanística.
Bacharelou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade
do Brasil, e, em Petrópolis, cumpriu sua trajetória profissional
e política.Pertenceu ao Instituto de Estudos Genealógicos de São
Paulo e aos quadros da OAB e ABI. Foi um dos fundadores do Instituto
Histórico de Petrópolis a 2 de dezembro de 1938 e seu segundo presidente,
eleito a 2 de dezembro de 1942, com uma reeleição, deixando o cargo
em 2 de dezembro de 1950. É patrono, em justa homenagem, da cadeira
9 do Instituto. Quando foi criada a Universidade de Petrópolis,
de duracão efêmera, tornou-se catedrático de Direito Internacional
Privado e, também lecionando Português e Literatura no Curso Normal
do Colégio Santa Isabel, No Instituto Social São José e Latim no
Liceu Fluminense. Foi Secretário do Interior e Justiça do Estado
do Rio de Janeiro, no Governo Amaral Peixoto. Foi agraciado com
algumas comendas: 1933 com a "Ordem Nacional del Condor de los Andes",
da Bolívia; 1938 a "Ordem da Polonia Restituta", por suas atividades
diplomáticas e magisteriais. Ocupou a secretaria da Prefeitura Municipal
de Petrópolis, no governo de Yeddo Fiuza e, em seguida exerceu o
cargo de Prefeito Municipal, nomeado pelo interventor Amaral Peixoto,
com mandatos de 4/1/1938 a 20/12/1938 e 2/4/1940 a 29/9/1942, cumprindo
1108 dias no cargo. O prefeito Cardoso de Miranda presidiu as exéquias
fúnebres de homenagem a Stefan Sweig, em fevereiro de 1942, montadas
por nossa Academia sob a presidência de Carauta de Souza. Foi titular
de nossa Academia, cadeira 37, patrono Joaquim Nabuco, a partir
do ano de 1933, hoje ocupada pelo acadêmico Paulo Jeronymo Gomes
dos Santos. Foi Tabelião Titular Cartório do 1o oficio de Petrópolis,
que deixou, ao se aposentar, para a esposa Arlete de Toledo Rezende
Cardoso de Miranda. Exerceu por alguns anos o cargo diplomático
de Adido Comercial do Brasil em Portugal, onde executou excelente
trabalho em favor da amizade luso-brasileira. Como jornalista dirigiu
uma fase do "Jornal de Petrópolis". Escreveu "Adolescência" (1929);
"Teses de Psicologia"(1930); "A Questão do Chaco"(1932); "Joaquim
Nabuco, discurso na Academia"(1933); "Palavras Efêmeras"(1937);
e "Ciclo das Gerações"(1938), dentre outros.
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