GABRIEL
KOPKE FRÓES
O
grande historiador, desportista e político, filho do professor Antônio
Gabriel Coutinho Fróes e Anita Kopke Fróes, nasceu em 1897, em Petrópolis
numa casa da rua do Imperador, onde hoje está edificado o Cinema
Capitólio. Pela linha materna era descendente dos colonos alemães
Bauer e Monken. Estudou o primário na Escola Pública Estadual da
rua Carlos Gomes; o secundário no Colégio Luso Brasileiro. No ano
de 1917 ingressou no serviço público, como auxiliar de Bibliotecário,
na recém criada Prefeitura Municipal. Obteve várias e significativas
promoções, realizando bela carreira, aposentando-se, no ano de 1950,
como Diretor da Fazenda, hoje Secretário. Concorreu a Prefeito nas
eleições de 1954, conseguindo 10.065 votos, dentre os 28.794 apurados,
perdendo para Flávio Castrioto, eleito com 13.937 votos. Aposentado,
iniciou intensa atividade cultural e intelectual e na qualidade
de diretor-gerente do "Jornal de Petrópolis", escreveu artigos de
pesquisa histórica de temas inéditos e pitorescos. Em 1959 foi convidado
- e aceitou - assumir o cargo de Secretário Geral da Prefeitura,
pelo prefeito Nelson de Sá Earp, onde esteve durante todo o quadriênio.
A partir de 1966 exerce a Direção da Companhia Imobiliária de Petrópolis.
Esportista, foi campeão de futebol da cidade em 1924 e mais tarde
ocupou várias funções no Petropolitano Futebol Clube. Sua paixão,
o esporte, levou-o a publicar os livros "História do Petropolitano"
e "O Esporte em Petrópolis. Ótimo e espirituoso orador proferiu
palestras e conferencias no Instituto Histórico de Petrópolis, na
nossa Academia de Letras, no Rotary Clube, na Associação dos Cronistas
Esportivos e em outras entidades. Seu filho Carlos Fróes segue suas
pegadas e é emérito pesquisador de história, membro do Instituto
Histórico de Petrópolis. Gabriel Kopke Fróes foi titular da cadeira
21, patrono Saldanha da Gama, em nossa Academia, da qual se afastou
por grave moléstia que o levou a 8 de maio de 1986, em Teresópolis.
Na Academia foi diretor secretário na administração Mário Fonseca
(1968-1971). Foi um dos fundadores do Instituto Histórico de Petrópolis
em 1938. Recebeu a "Medalha de Köeler", a mais alta comenda de Petrópolis.
Sua colaboração na imprensa foi copiosa e de qualidade e todo o
seu acervo está na Internet graças ao trabalho de Arthur Leonardo
de Sá Earp. Dentre seus trabalos estão "Quem Matou Köeler", "Topinímia
Urbana de Petrópolis", junto com Tito Lívio de Castro, "O Heróico
Sargento Boening"e muito outros.
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