Padre
LÚCIO GAMBARRA
Lúcio
Gambarra nasceu no ano de 1881. Vocacionado para o sacerdócio fez-se
padre da Igreja Católica e formou-se em Direito. Passou pelo Rio
de Janeiro, onde estudou, Sapucaia, Valença e Barra Mansa até vir
para Petrópolis, atuando como Vigário na Igreja de Cascatinha, onde
se tornou querido e respeitado e lá permaneceu por 17 anos. Além
da atividades de padre, advogava no foro cível e criminal de Petrópolis,
com larga cultura jurídica e belos dotes oratórios. Dedicou-se com
desvelo à obra da Escola Doméstica Nossa Senhora do Amparo, em socorro
à notável diretora Madre Francisca Pia, a "Mamãezinha". Cultor da
língua e de belo estilo literário, publicou trabalhos na imprensa,
proferiu memoráveis discursos e sermões. Foi empossado na Associação
de Ciências e Letras na tarde de 20 de março de 1927, proferindo
extraordinário discurso sobre Frei Monte Alverne, sendo recebido
pelo Dr. Alfredo de Mattos Rudge, na presidência do Dr. Raphael
Mayrinck. Por ocasião da transformação da Associação em Academia,
na administração de Nair de Teffé, a 12 de dezembro de 1929, Padre
Lúcio Gambarra participava da diretoria como 1º Secretário, e, ainda
Joaquim Gomes dos Santos (2o secretário) e Soleyman Antoun (Tesoureiro).
Padre Gambarra passou a ocupar, a cadeira nº 29, mantendo a patronímica
de Frei Monte Alverne. Foi diretor-secretário nos anos 1928 a 1932,
coadjuvando a presidente Nair de Teffé, da qual era braço direito.
Nos anos 40 deixou Petrópolis, indo residir no Rio, no bairro Grajaú
e com escritório de advocacia na rua Buenos Aires, no centro, onde
continuou suas atividades sacerdotais e advocatícias e fê-lo para
acompanhar a mãe que necessitava de clima mais quente em favor de
sua saúde. Em 1974, aos 96 anos de idade, remeteu cartão à Academia
de congratulações para a nova diretoria eleita e empossada, confessando
seu amor a Petrópolis e o desejo de ser aqui sepultado na campa
da família . A 2 de agosto de 1974 faleceu. Em carta de 25 de setembro
de 1971, publicada na "Revista da Academia" nº 13, de dezembro do
mesmo ano, disse: "Deixei Petrópolis mas a alma ficou".
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