MONSENHOR
GENTIL COSTA
Francisco
Gentil Costa, natural de Parati, nasceu em 1899. Vocacionado para
a vida religiosa, foi ordenado sacerdote em Niterói, a 24 de setembro
de 1928, onde ficou por 7 anos, vindo, em seguida, para Petrópolis,
de onde nunca mais saiu. Foi um trabalhador religioso compulsivo,
sereno, equilibrado, alegre sempre e de extraordinária capacidade
intelectual. Participou ativamente e foi agente dos principais fatos
religiosos da cidade, onde atuou por 48 anos consecutivos, principalmente
quanto ao término da Catedral, completando seus vitrais, instalando
o órgão, obra de Guilherme Berner, construindo a Capela Imperial
onde está sepultado o Imperador D. Pedro II e familiares, edificando
a torre, fruto de campanha extraordinária capitaneada pelo bispo
Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra. A ele coube reconstruir a Igreja
do Rosário, de 1952 a 1978, com inestimável coadjuvação pia da senhora
Alice Marques Duarte. Monsenhor Gentil organizou o maior evento
religioso já realizado em Petrópolis, o Congresso Eucarístico comemorativo
do Centenário de Petrópolis, nos dias 13 a 16 de março de 1943.
Foi acadêmico titular da cadeira 19, patrono Dom Francisco do Rego
Maia, empossado a 8 de dezembro de 1942, recebido por Ernesto Tornaghi.
Freqüentava as reunião acadêmicas, que alegrava com sua espiritualidade
e alegria. Escreveu em jornais: na "Pequena Ilustração", "Tribuna
de Petrópolis", "Jornal de Petrópolis"; nas revistas especializadas
"O Brasileiro", publicando no "Jornal do Comércio", do Rio de Janeiro
o belo ensaio "A Espiritualidade de Calógeras". Proferiu belos discursos
e paraninfou muitas turmas em festas de formatura em todos os colégios
católicos de Petrópolis. Participou da instalação da Universidade
Católica de Petrópolis, onde foi membro do Conselho de Administração.
No ano de 1972 toda Petrópolis comemorou seu Jubileu de Ouro Sacerdotal
com grandes homenagens de órgãos públicos e particulares. Faleceu
aos 83 anos de idade, no posto de Vigário Geral da Diocese, a 2
de abril de 1982.
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