OSMAR
DE GUEDES VAZ
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Mineiro,
de Oliveira, nasceu o poeta a 8 de setembro de 1905, filho de Affonso
de Athayde Guedes Vaz e de Florípedes Dias Guedes Vaz. O menino
Osmar cresceu em excelente ambiente familiar. Estudioso e muito
esperto, ingressou moço no Departamento Nacional de Estradas de
Rodagem, onde cumpriu meritória carreira profissional, destacado
sempre pelo interesse, pontualidade, competência, dedicação e honradez.
Metódico e seguro, o DNER tinha sua documentação organizada, seus
serviços internos em bom funcionamento graças à eficiência do funcionário
que, felizmente, teve mérito e trabalho reconhecido, ocupando o
posto de Tesoureiro-Geral do órgão por nomeação do grande Diretor-Geral;
Dr. Régis Bittencourt. Osmar fixou-se em Petrópolis e aqui casou
com a professora D. Maria Regina Barenco Vaz, tendo o casal um filho,
José Afonso, hoje destacada personalidade de nossa cidade, casado
e de belíssima família. Poeta e cronista inspirado, Osmar começou
a escrever para a imprensa petropolitana, nela publicando sonetos,
trovas, crônicas, tudo recheado com muita verve e talento. Publicou
os livros: "Versos di... Versos (1956)", "Cantigas que fiz na Serra
(1964)", "Travos Trevos e Trovas (1978)", e "No Limiar do Além (1988)",
deixando um volume pronto para publicação: "Canto do Cisne". Recebeu
da Câmara Municipal de Petrópolis o título de "Cidadão Petropolitano",
com justiça porque amou e defendeu como ninguém a cidade adotiva.
Ingressou na Academia Petropolitana de Letras a 4 de agosto de 1962,
ocupando a cadeira nº 28, patrono Castro Alves, vaga com o falecimento
de Carlos Cavaco. Na diretoria do biênio 1964-1965 foi 2º Tesoureiro.
Faleceu, aos 84 anos de idade, em 17 de setembro de 1989, deixando
sua imagem de homem bom, amigo e perfeito acadêmico, prestigiando
as sessões, auxiliando as diretorias e, por último, colorindo de
otimismo e bom humor os plenários e as comemorações acadêmicas.
Nas ruas da cidade, parava para conversar com todos os amigos, declamava
trovas, tinha sempre ditos engraçados, imensa cultura e humanidade
em um homem de estatura pequenina e de luz interior extraordinária.
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