HILDEGARDO
SILVA
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Hildegardo
De Jorge e Silva nasceu em Paraiba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro,
filho de Bernardino Silva e Giorgina Di Jorge e Silva, vindo ao
mundo na última década do século XIX, segundo filho entre os quatro
que constituiam a família. Sua irmã, Ildegonda Barcellos foi uma
das grandes mestras do ensino no município e no Estado. A família
mudou para Petrópolis nos primeiros anos do século XX e os pais
de Hildegardo, professores, abriram escola primária na rua Souza
Franco, o Grupo Escolar Silva Jardim, do qual D. Giorgina era diretora
e orientadora pedagógica. Bem preparado em todo o ensino médio,
estudioso e muito aplicado, ingressou na Faculdade Nacional de Direito,
no Rio de Janeiro. No último ano, no dia em que prestaria a última
prova para a formatura, foi atropelado junto ao portão da Faculdade,
na rua do Catete pelo carro do Presidente da República, fraturando
a rótula e imediatamente internado, perdendo a prova e adiando a
formatura para a turma seguinte. Viu-se obrigado a substituir a
rótula por uma prótese de platina. No leito hospitalar preparou
sua primeira ação jurídica: de perdas e danos contra o Governo Federal.
Formado em 1921, retornou a Petrópolis, passando a advogar com competência
e perfeita ética profissional, preparando caminho para a carreira
da magistratura, sendo aprovado em concurso para a Promotoria Estadual.
Exerceu o cargo em vários municípios fluminenses, sempre objetivando
retornar a Petrópolis, onde casou com Stela de Miranda e Silva,
com 2 filhos: Lúcia e Roberto. Efetivamente, encerrou sua brilhante
carreira em Petrópolis, onde era muito querido e admirado por sua
extraordinária cultura jurídica e literária. Na noite de 3 de agosto
de 1922 estava na reunião, com outros jovens idealistas, na fundação
da Associação Petropolitana de Ciências de Letras, integrando a
2ª Diretoria, sob a presidência de Eugênio Lopes Barcellos, na função
de orador, junto com o extraordinário poeta e tribuno Salomão Pedro
Jorge. Com a nomeação de promotor e retirando-se da cidade, Hildegardo
deixou a Associação, a ela retornando, por eleição, já Academia
Petropolitana de Letras, ao falecer o acadêmico Augusto Saboya Lima,
vindo a ocupar a cadeira nº 18, patrono Barão do Rio Branco. Primoroso
poeta e de belo estilo em prosa, publicava artigos e poemas na imprensa
petropolitana, até que reuniu uma seleção de sonetos e poemas no
livro "Confissão de um Poeta", editado em 1964. No livro algumas
dedicatórias ao seu grupo de fraternos amigos e parentes, que ele
cultivava com raro amor e sentimento: Jamil Muanis, Paulo Pessoa,
João Francisco, esposa Stela e filha Lúcia Miranda e Silva, Antônio
Luiz e Paulo Cardoso de Mello e Silva, Mário Ferreira dos Reis,
José Joaquim Serpa de Carvalho, Astor Tavares Alemmand, Virgílio
de Sá Pereira, Mounir Antoun, Genita e Regina de Souza Adão, Antônio
Neder, Murilo Cabral Silva, Elcio Beck, Feliberto Monteiro Ribeiro
Netto, que o substituiu na cadeira acadêmica, Fabiano Luiz de Pércia
Gomes, Nilo Bruzzi e outros. Faleceu no ano de 1975 deixando um
encantamento de muita paz e imensa saudade principalmente na área
da Justiça Petropolitana. Nota: A Academia solicita aos acadêmicos,
amigos e admiradores que completem alguns dados complementares à
esta sua biografia.
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