JOÃO
AUGUSTO DA COSTA
 |
João
Augusto da Costa era petropolitano de nascimento e, na cidade, cumpriu
sua vida e carreiras de excelente e respeitado jornalista, funcionário
público, político, desportista apaixonado pelo futebol e escritor
de mérito e bela inspiração. Autor de um texto conciso, direto,
fruto de sua extraordinária vocação para o jornalismo, "Costinha"
não se limitou a escrever apenas crônicas e reportagens, mas tornou-se
empresário da comunicação ao associar-se ao jornalista Célio Salim
Thomaz na criação e manutenção da Editora e Gráfica Revista Social,
que editou a famosa Revista. Concomitantemente organizou a Editora
Vespertino, editora de uma série de livros de autores petropolitanos.
Escreveu para os jornais Tribuna, Diário e Jornal de Petrópolis,
mas seu grande sonho era ter o seu próprio jornal, para isso aliando-se
aos grandes jornalistas Darcy Paim de Carvalho e Alcindo Roberto
Gomes, porém sem resultado positivo. Mesmo assim, sem jamais esmorecer,
editou uma revista "Retrato de Petrópolis" em 1974, com apenas um
número; esteve na linha de frente da "Tribuna Esportiva" e foi redator
e editor da Revista Social. Desportista apaixonado, dedicou-se ao
Serrano Futebol Clube, como diretor administrativo e treinador das
equipes de futebol, chegando a Técnico da Seleção Petropolitana,
conquistando o título de Vice-Campeão Fluminense de Futebol Amador,
com memorável campanha e em bela fase de nosso futebol. Acompanhou
e colaborou diuturnamente na campanha em favor da participação do
Serrano no do Campeonato Carioca e Fluminense de Futebol Profissional.
Tronou-se presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de Petrópolis.
Membro do Lions Clube de Petrópolis, foi presidente da entidade,
com marcantes serviços prestados ao leonismo mundial. Funcionário
Municipal, trabalhou no Matadouro Modelo, onde exerceu o cargo de
Diretor. Chamado à política, foi candidato a vereador e a vice-prefeito,
em ambas campanhas não logrando êxito. Ocupou a Assessoria de Imprensa
nos governos dos prefeitos Flávio Castrioto e Paulo Gratacós e,
ainda a presidência da Caixa Beneficente dos Funcionários Municipais
e a Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Petrópolis. Foi
um dos fundadores da Associação Petropolitana de Imprensa e assessor
de Relações Públicas, como civil, do Batalhão D. Pedro II, na época
1º Batalhão de Caçadores. Agraciado pelo Exército Nacional com a
Medalha do Pacificador, tornou-se um dos fundadores da Asssociação
Petropolitana dos Pacificadores. Uma grande vida de servidor petropolitano
com garra, competência e muito amor, foi marido e pai exemplar,
casado com Myrair de Aguiar Costa, com duas filhas Aneluci e Luciane.
Literato, publicou quatro livros: "Cinqüentenário do Serrano F.
C.", "Nunca se fez tanto pelo Serrano", "Coisas e Fatos da Política"
e "Um Jovem Campeiro", romance regional. Ingressou na Academia Petropolitana
de Letras a 31 de agosto de 1974, ocupando a cadeira nº 39, patrono
Padre Benedicto Moreira, onde permaneceu por pouco tempo, falecendo
a 25 de janeiro de 1978, quando integrava a chapa, no posto de 1º
tesoureiro, para a eleição da Diretoria biênio 1978-1979, pleito
efetivado no dia de seu sepultamento. "Costinha" foi um grande petropolitano
que honrou a sua vida como amigo leal, prestante, aberto à colaboração
com mérito de haver lançado, por sua editora, muitos autores do
Município até então desconhecidos.