JOSÉ
KOPKE FRÓES
O
acadêmico José Kopke Fróes nasceu em Petrópolis a 16 de agosto de
1902, filho do professor Antônio Gabriel Coutinho Fróes e Anita
Kopke Fróes. Seu curso universário foi Odontologia porém jamais
exerceu a profissão, preferindo atuar na área da cultura. Por mais
de 30 anos corridos foi bibliotecário da Biblioteca Municipal de
Petrópolis, à qual deu toda dedicação e extremo carinho. Quando
foi criado o "Museu Santos Dumont", estendeu sua atividade para
a direção daquela Casa Histórica. No governo do prefeito Nelson
de Sá Earp foi Diretor de Ensino. O seu forte era a leitura e a
pesquisa histórica. Amava Petrópolis e sua História, tornando-se
um de seus mais abalizados conhecedores, a isso juntando seu dom
jornalístico e a paixão pela fotografia, o que o tornou o principal
colecionador de fotos antigas de Petrópolis. Numismata diletante,
possuía rara coleção de selos que mostrava em exposições nos Correios,
onde fundou a Sala Filatélica, ficando à disposição dos interessados
na nobre atividade. Inquebrantável e compulsivo operário da cultura
JKF (ele gostava de assinar artigos com as iniciais), participou
da muitas entidades culturais e sociais, destacando-se como um dos
fundadores do Petropolitano Futebol Clube, da Liga Petropolitana
de Desportos, do Clube dos Treze e da Associação dos Servidores
Municipais. Foi associado atuante do Clube 29 de Junho, da Escola
de Música Santa Cecília, onde foi conselheiro e benemérito, do Rotary
Clube de Petrópolis, do Instituto Histórico de Petrópolis e nosso
acadêmico. Em nossa Casa proferiu várias conferências, foi empossado
em 1946 e presidente no biênio 1956-1957, tendo como companheiros
de diretoria Lourenço Luiz Lacombe, Antônio Virgínio de Moraes,
Jorge Ferreira Machado, Germana Gouvêa e João Francisco. Na presidência
de Arthur de Sá Earp Netto (biênio 1950-1951) foi 2o secretário;
com Octávio Leopoldino de Morais (biênio 1954-1955) foi Secretário
Geral; e com Olavo Dantas (biênios 1980-1983) foi Bibliotecário.
Ocupou a cadeira 26, patrono D. Azeredo Coutinho, hoje sob Luiz
Gonzaga dos Santos Gutierrez. JKF deixou copiosa colaboração histórica
em toda a imprensa da cidade, publicou "Petrópolis, Capital do Estado"
e a sua coleção de fotografias está hoje integrada ao acervo documental
do Museu Imperial. Casado com a inspirada poeta Catharina Leite
Fróes, foram pais de Miriam, Mauro e Marina. JKF Faleceu, aos 90
anos de idade, no dia 21 de setembro de 1992.
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