MARIO DIAS
Nascido em Minas Gerais, criado no interior, aos 15 anos ainda não passara do curso primário, quando escreveu para um tio que residia em Nelo Horizonte, pedindo acolhida, o que aconteceu. Para financiar a viagem para a capital mineira, trabalhou como tipógrafo no “Correio d´Oeste”, que pertencia a um tio, Leopoldo Corrêa. Conseguiu o necessário e aportou em Belo Horizonte, indo para a casa dos tios e matriculando-se no Colégio D. Viçoso. Porém não permaneceu muito tempo sob a proteção, já que a família o tio eram por demais austeros, o que feria seu jeito de ser comunicativo. Empregou-se no órgão oficial do Estado de Minas Gerais, no setor de expedição. Tentou o curso de odontologia, sem sucesso Retornou ao interior e procurou outro tio residente no Rio de Janeiro para ajudá-lo. Mudou-se para a “Cidade Maravilhosa sob o amparo de Luiz Macahyba. Empregou-se na Livraria Garnier, em 192, como caixeiro. Tornou-se poeta, ensaísta, colaborador literário na Imprensa de Petrópolis a Fluminense foi destacada personalidade nos anos 20 do século XX, em Petrópolis. Atuava como Delegado Regional, em Petrópolis, quando assumiu, por mérito, a magistratura fluminense, como Promotor Público destacado para servir no Município de Itaperuna, sendo homenageado com um retrato inaugurado no salão da Delegacia de Polícia da Cidade, em cerimônia a 31 de maio de 1925, presidida pelo Deputado Sylvio Leitão da Cunha, que foi acadêmico nosso. Saudou o Dr. Mário Dias, o acadêmico Dr. Paulino Soares de Souza Netto e, em nome da Associação de Ciências e Letras (a nossa hoje Academia), o acadêmico Luiz Amaral, que afirmou: “Não era numa Delegacia de Polícia o vosso lugar, Mário Dias. O belo poeta inspirado, o estilista apurado, o conteur engenhoso e o ensaísta suave que sois merecem moldura mais adequada”. Mário Dias publicou na Revista da Academia, nº 2, de junho de 1935, trechos de seu livro “Memórias”, que estava inédito e somente seriia editado “post mortem”.
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