MÁRIO
FONSECA
Hoje
relembramos o acadêmico Mário Fonseca. O grande intelectual, político,
administrador, poeta inspirado, orador vibrante, nasceu a 2 de agosto
de 1913, filho de Antônio Fonseca e Angelina Mercaldo Fonseca. Seus
pais mantiveram por muitos anos a famosa Casa Fonseca, de roupas
e armarinho, no mesmo prédio (hoje as empresa Casas Chamma), na
rua do Imperador. O menino não assumiu o ramo comercial, preferindo
a medicina sobressaindo-se como estimado e respeitado profissional.
Inteligente, lúcido, memória privilegiada, tornou-se centro das
atenções culturais de Petrópolis e referência literária ao lançar
seus primeiros livros de poesia e publicar artigos na imprensa.
Bom papo, emérito orador, sua presença era exigida nas reuniões
culturais e políticas; tornou-se deputado estadual por duas legislaturas
e candidatou-se a vários cargos eletivos ou não.
Como
escritor lançou muitos livros : conferências: "A Cadeira n. 23 na
Academia Petropolitana de Letras" e "O Poeta Reynaldo Chaves"; crônicas:
"Impressões de Viagem" e "Coletâneas ns. 1 e 2; poesia: "Sol Ardente",
"Poemas de Amor" com duas edições; "Ciranda", "Rubro e Cinza", "Variações
e Poemas de Amor"; "Bazar - Contos, Crônicas e Reminiscências" (1975);
teatro: "O Julgamento de Deus". Um escritor de produção intensa
e polimorfa, respeitado e admirado pela sociedade petropolitana
e fluminense.
Foi
membro de dezenas de instituições culturais e profissionais, a todas
emprestando o brilho de sua inteligência na colaboração efetiva
e diuturna. Dentre algumas: Sociedade Brasileira de Médicos Escritores,
Academia petropolitana de Educação, Academia Petropolitana de Poesia
Raul de Leoni, Conselho Municipal de Cultura, Sociedade Médica de
Petrópolis e da Sociedade Médica do Brasil, diretor do Departamento
de Cultura de Petrópolis, presidente da Aliança Francesa, seção
Petrópolis, e outras. Foi professor de Filosofia, Sociologia e Psicologia,
ostentando vasto rol de cursos de especialização, em muitos como
professor.
Foi
empossado acadêmico de nossa APL, na cadeira 23, patrono Augusto
Guilherme Meschick, na tarde de 27 de dezembro de 1961, na presidência
de Carlos Werneck e saudado pelo poeta e professor Décio Duarte
Ennes. Sucedeu a um dos fundadores da Academia e primeiro presidente
Eugênio Lopes Barcellos.
Por
dois biênios 1968 a 1971 presidiu a Academia; no biênio 1974-1975
foi 1o Secretário, administração de Joaquim Eloy; no biênio 1976-1977
foi Relações Públicas, administração de Alcindo Roberto Gomes, ocupando
o mesmo cargo nos dois biênios seguintes (1978 a 1981), administração
de Olavo Dantas e no biênio 1982-1983, administração de Flávio Castrioto.
Sempre presente nas diretorias e no trabalho acadêmico, foi 2o Secretário
(1984-1985) e 2o Tesoureiro (1986-1987). Infelizmente, adoentado
por cerca de 10 anos, continuou escrevendo e atento a toda ocorrência
cultural petropolitana, até falecer no dia 8 de março de 1997.
Mário
Fonseca tem seu lugar no panteão dos maiores vultos da cultura de
todos os tempos, um nome, um trabalho, uma figura imortal de nossa
vida petropolitana.