MURILLO
FONTES
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Filho
do grande cientista petropolitano Antônio Cardoso Fontes, nasceu
Murillo Cardoso Fontes no Rio de Janeiro, em Vila Isabel, no início
do século XX. Como o pai seguiu a carreira da Medicina e, também
a das letras e, principalmente, no suave terreno da poesia. Com
seu pai, a mãe e três irmãos, fixou residência em Petrópolis, a
partir de 1907, residindo na casa paterna na Castelânea, na proximidade
da Praça Pasteur e frequëntando a rede escolar petropolitana. Formou-se
em Medicina pela Faculdade Nacional, passando a clinicar em Petrópolis
e no Rio de Janeiro, principalmente na Clínica Gaffrée-Guinle e
como interno da Inspetoria de Moléstias Venéreas do Rio de Janeiro.
Foi para Santos, no Estado de São Paulo, retornando ao Rio em 1929,
onde fixou-se e passando muitos dias nos verões petropolitanos.
Fez parte do Corpo Médico do Hospital São João Batista, da Lagoa
do Sanatório de Curicica o do Instituto Oswaldo Cruz, do qual seu
pai fora expoente, auxiliar direto e sucessor de Oswaldo Cruz. Ali
foi mestre do Centro de Pesquisas. No ano de 1922, a 3 de agosto,
muito jovem, uniu-se ao grupo de poetas, escritores e jornalistas
para fundar a Associação, hoje Academia Petropolitana de Letras.
Radicado profissionalmente no Rio, afastou-se da Associação mas
retornou ao sodalício no ano de 1938, eleito e empossado na cadeira
nº 38, patrono Casimiro de Abreu, com a honra de sentar-se ao lado
de seu pai, acadêmico titular da cadeira nº 39, patrono Padre Moreira.
Poeta inspirado, produziu belíssimos poemas, que publicou nos livros:
"Alma de Boêmio (1923)", "Fatalidade (1927)", "Sinos da Tarde (1958)"
e "Sombras que Falam (1975)". Produziu ensaio de crítica literária:
"Dois Poetas (1973)" e um alentado e belo volume biográfico sobre
seu ilustre pai: "Vida e Obra de Antônio Cardoso Fontes 1979)".
Notável orador proferiu palestras, conferências e foi o orador oficial
do Jubileu de Ouro da nossa Academia, no ano de 1972. Falou para
plenários norte-americanos, vienenses e na Unesco em Paris. Deixou
muitos livros inéditos. Faleceu no Rio de Janeiro no ano de 1985.
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