OLAVO
DANTAS
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Nasceu
em Crisópolis, Bahia. Estudou medicina, doutorando-se pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro e como 1º aluno de sua turma recebeu de
prêmio uma viagem à Europa. Encantou-se pelo mar e em 1932 ingressou
no Corpo de Saúde da Armada, atingindo na perfeita carreira o posto
de Vice-Almirante. Participou da 2ª Guerra Mundial em inúmeros comboio
e patrulhas em apoio naval à Força Expedicionária Brasileira. Na
Marinha ocupou inúmeros postos, o maior deles Oficial de Saúde do
Estado Maior da Armada, com missão de chefia de todos os serviços
de saúde dos navios. Fez carreira brilhante, viajou milhares de
milhas e, no devaneio das noites no mar, escreveu muitas páginas
literárias sobre o tema, seu preferido. Publicou muitos livros,
todos festejados pela crítica e por renomados escritores pátrios,
dentre eles: poesia: "Folhas de Acanto", "Lanternas do meu Caminho",
"A Ilha não Achada", "A Alma das Horas", "Vida quase Saudade", "Jardim
dos Mirtos", "Os Bandeirantes" e as suas três últimas obras, extraordinárias
e consagradoras: "O Val das Esmeraldas", "Camões e a Armada Imortal"
e "Mar das Caravelas - Epopéia do Mar", Em prosa produziu: "A Glória
de Alberto de Oliveira"(ensaio literário), "Sob o Céu dos Trópicos",
"Gaivota dos Sete Mares", "O Romanceiro do Mar", "Nas Voltas do
Mar" e romances: "Rosa do Mar Salgado" e "Damas do Naipe do Amor"
e muitos outros editados com sucesso. Reformado, adquiriu apartamento
em Petrópolis, onde passou a residir com a família, integrando-se
ao múnus cultural da cidade. Em 1969 foi eleito para a cadeira nº
9, patrono Alberto Torres de nossa Academia. No ano de 1978 foi
eleito presidente para o biênio 1978/1979 e reeleito para o biênio
1980/1981. Sua gestão foi profícua e com marcantes realizações sob
a perfeita coadjuvação do vice Claudionor de Souza Adão. Conseguiu
junto ao Governo Municipal um espaço para a sede da Academia no
Centro de Cultura, mobiliou o espaço, criou um pequeno auditório
e iniciou a reorganização da Biblioteca. Deixou Petrópolis na década
de 80 e, na sua residência carioca, dedicou-se a escrever novos
livros e preparar a edição de inéditos, alguns não publicados. Faleceu
a 29 de outubro de 1997, quase centenário. O acadêmico Hélio Chaves
consagrou-lhe um livro de crítica literária "Olavo Dantas - Poeta
Universal", editado em 1972, destacando sua poesia e predileção
pelos temas marítimos. Olavo foi perfeito e clássico sonetista e
sua obra de feitio camoniano é a expressão maior de sua copiosa
e brilhante carreira literária.
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