OCTÁVIO
L. DE MORAES
Octávio
Leopoldino Cavalcanti de Moraes, pernambucano de Caxangá, arrabalde
da capital Recife, nasceu a 23 de fevereiro de 1900, filho de Leopoldino
Cesar de Souza Moraes e Thereza de Jesus Cavalcante de Moraes. Cursou
a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, hoje a Faculdade de
Direito da Universidade de Pernambuco, bacharelando-se no ano de
1936.
Apaixonado
por política foi eleito vereador à Câmara Municipal de Recife, empossado
a 15 de agosto de 1936, atuando por duas legislaturas, aparecendo
como Líder da Maioria e 1o secretário. Concursado, a partir de 1921,
como funcionário federal dos Correios e Telégrafos, acumulou funções
com o cargo de Promotor Público da comarca de Caruaru no ano de
1930. Em seguida exerceu suas funções federais em várias cidades
do Nordeste e do Sul, vindo para o Estado do Rio de Janeiro, servindo
primeiro em Nova Friburgo, a partir de 1940, onde iniciou atividade
em uma outra paixão, o jornalismo, escrevendo para "A Paz", de Galdino
do Valle Filho e, por último, 1944, assumindo a chefia da Agência
dos Correios em Petrópolis, onde se fixou definitivamente.
Passou
a colaborar com a imprensa petropolitana, integrando a redação e
direção da Tribuna de Petrópolis, do Jornal do Povo e do Jornal
de Petrópolis. Foi sua oportunidade de criar e manter por muitos
anos as colunas fixas: "Assim são as Coisas" (Tribuna); "Assim é
a Vida" (Jornal do Povo), e "Pontos de Vista" (Jornal de Petrópolis).
Após meritória carreira federal, aposentou-se como Diretor Regional
dos Correios e Telégrafos a 5 de julho de 1958.
Casou
com Maria de Lourdes Carneiro de Souza Moraes, casal premiado com
um filho, o excelente advogado Felinto Leopoldo de Souza Moraes,
em atividade em nosso Estado. Octávio L. de Moraes recebeu muitas
homenagens em vida em seus 50 anos de advocacia, tendo sido homenageado
pelo Sindicato dos Têxteis com seu retrato em bronze e seu nome
dado ao grande salão de reuniões daquele órgão classista, já que
Moraes foi um ferrenho defensor da classe operária de Petrópolis.
Em
1985 reuniu crônicas sobre a II Guerra Mundial, em um livro "Ecos
da II Guerra Mundial" que alcançou grande sucesso. Líder dos advogados
foi o 1o presidente da OAB, 3a subseção de Petrópolis.
Em
nossa Academia foi titular da cadeira 35, patrono Visconde de Taunay,
empossado a 18 de abril de 1948. Foi presidente no biênio 1954-1955,
tendo como companheiros de Diretoria José Kopke Fróes, Jorge Ferreira
Machado, Mário Cruz, Virgínio de Moraes e Plínio Olintho. Era assíduo
às reuniões e assembléias ordinárias e festivas, discutia, sugeria,
dinâmico e interessado sempre.
Faleceu
a 21 de junho de 1990, aos 91 anos de idade, sucedendo-o o acadêmico
Arnaldo Rippel Barbosa.