RAFAEL
MAYRINCK
A
primeira biografia acadêmica é de Rafael Mayrinck, bacharel em Letras,
Filosofia e Direito, estudante brilhante da Sorbonne, em Paris,
fez carreira diplomática. Ao tempo do chanceler Barão do Rio Branco
foi 2o Oficial, conhecendo de perto o trabalho do extraordinário
titular. Serviu em Bruxelas, Bogotá e em Caracas.
Freqüentando
Petrópolis, como veranista, seguindo o modismo daqueles dias, foi
convidado a integrar a Associação de Ciências e Letras, tomando
posse a 3 de maio de 1925, saudado por Mário Dias e seu patrono,
que escolheu, foi o Barão do Rio Branco.
Autoridade
em Direito e Política Internacional, Mayrinck colaborou em muitos
jornais do País e do Exterior, principalmente na França e nos países
sul-americanos.
No
dia 6 de janeiro de 1926 foi eleito presidente da Associação de
Letras, compondo sua Diretoria com os prestigiosos nomes de Walter
Bretz, Eugênio Libonatti e Reynaldo Chaves. Com um bom trabalho,
foi reeleito, dirigindo a entidade até dezembro de 1928, quando
passou a presidência para Nair de Teffé Hermes da Fonseca.
Durante
a sua gestão a Associação conseguiu junto ao Governo do Estado do
Rio de Janeiro a cessão do salão nobre do Grupo Escolar D. Pedro
II, em caráter permanente para as sessões administrativas, festivas
e permissão para manter a secretaria e o acervo naquela dependência.
Em
fevereiro de 1927 Mayrinck presidiu a posse de Antônio Joaquim de
Paula Buarque, recebido por Paulo Rudge, Padre Lúcio Gambarra, recebido
por Alfredo Rudge, procedeu à eleição de Sylvio de Abreu Fialho,
Armando Lima, Adrien Delpech e Paim Pamplona, estes dois últimos
de vida efêmera como acadêmicos.
Em
junho de 1927 promoveu grande festa junina onde mesclaram-se festejos
populares com intelectuais de muito sucesso e tudo foi possível
graças às contribuições de empresários da cidade, com destaque para
o Banco de Petrópolis, a Cervejaria Bohêmia e a Companhia Brasileira
de Energia Elétrica.
Concluído
seu mandato, Rafael Mayrinck continuou com sua residência de verão
e, aos poucos, foi deixando a cidade.
O verão
de Petrópolis tinha dessas coisas.
(A pequena biografia foi extraida do informe acadêmico de nosso
atual presidente na sessão literária de 16 de setembro de 1995.
O trabalho foi publicado na Revista n. 18, do ano de 1996, páginas
7 a 18).