PAULO
MATTOS RUDGE
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Nasceu
no Rio de Janeiro no ano de 1887, filho de José Rudge. Veio com
a família para Petrópolis ainda jovem, antes realizando estudos
primários no Rio de Janeiro e toda a fase do secundário em nossa
cidade. Estudou e completou curso de Medicina na Faculdade Nacional
de Medicina, a hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, graduando-se
no ano de 1918. Iniciou a profissão como interno de clínica médica
junto professores médicos Francisco e Aloisio de Castro e, também,
na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro no Serviço de Ortopedia
chefiado por Domingos Góes. Radicando-se definitivamente em Petrópolis,
exerceu com sucesso e competência clínica médica na especialidade
de pediatria. Querido e respeitado, de espírito associativo, apreciador
de literatura, juntou-se ao grupo de jovens fundadores da Associação
Petropolitana de Ciências e Letras Academia Petropolitana de Letras,
junto com seu irmão Alfredo de Mattos Rudge, participando da 2ª
reunião que aprovou os Estatutos e passando a freqüentar o sodalício
com entusiasmo. Atuou como 2º secretário da 6ª Diretoria, no ano
de 1927, com o presidente Rafael Mayrinck. Quando da transformação
da Associação em Academia, com Nair de Teffé, seguida de Alcindo
Sodré que definiu o número de 40 cadeiras com patronos fixos, Paulo
de Mattos Rudge ocupou a cadeira nº 35, escolhendo seu patrono Visconde
de Taunay. Esteve junto aos médicos que fundaram a Sociedade Médica
de Petrópolis, que presidiu com talento e entusiasmo nos anos de
1936 a 1938, quando realizou a grandiosa 2ª Jornada Médica do Estado
do Rio de Janeiro, com tese plenamente aprovada "O Problema da Infância
em Petrópolis". Dedicadíssimo ao problema da infância, foi um dos
fundadores e presidente do Instituto de Proteção e Assistência à
Infância, em amplo prédio no início da rua Washington Luiz, com
relevantes serviços prestados às crianças petropolitanas no decorrer
de muitos anos, hoje lamentavelmente extinta. Casado com Dorlisca
Cardoso Mattos Rudge, o casal teve 3 filhos: Carlos, Oscar e Mário,
os dois primeiros médicos e o terceiro arquiteto. Deixou importantes
trabalhos médicos e boa colaboração na imprensa petropolitana, principalmente
crônicas. Faleceu em Petrópolis no ano de 1946.
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