VIRGÍNIO
DE MORAES
Antônio
Virgínio de Moraes nasceu no Alto-Juruá, Amazonas, a 13 de junho
de 1905, filho de Thomaz Virgínio dos Santos e Antônia Pinheiro
de Moraes, sertanejos cearenses. Realizou estudos primários em Belém
do Pará e secundário em Seminário, que deixou em 1920, vindo para
o sul e ingressando no Exército como aluno da Escola de Sargentos
de Infantaria. Por haver participado da revolução de 5 de julho
de 1922, foi eliminado do Exército, ao qual retornou, participando
de várias campanhas militares: Ocupação de Santarém e Forte de Óbidos
(1924), Defesa de Juiz de Fora (1930) e na Revolução Constitucionalista
de São Paulo (1932). Fez a campanha da Itália, na II Guerra Mundial
entre 1944 e 1945, incorporado ao 5o Exército Norte-Americano. Condecorado,
festejado militar, atingiu, na reserva, o posto de Major, passando
a dedicar-se às atividades literárias, educacionais, jornalísticas
e filantrópicas. Exerceu belo trabalho de escotismo tornando-se
respeitado líder de civismo e patriotismo. Integrante de diversas
entidades culturais e educacionais de Petrópolis e do País, foi
honrado com o título de "Sócio Honorário n. 1" do Lions Clube de
Petrópolis, por sua dedicação e companheirismo acima da média. Lecionou
português, latim, francês e matemática e escreveu intensamente em
nossa imprensa. Sua produção em prosa e verso é copiosa, destacando-se
"Críticas e Brasilidade", "Fiapos de Gramática" "A Marinha é Tamandaré",
"Petrópolis Maravilhosa", "Moral e Civismo", "É Preciso Ensinar"
e muitos outros títulos. Casado com Olcíria Aparecida, teve o casal
3 filhos Hugo, Luiz Antônio e Ararigbóia.
Ingressou
na Academia Petropolitana de Letras, a cadeira 34, patrono Rocha
Pombo, que fora de Antônio Machado, eleito a 24 de outubro de 1940
e empossado a 22 de março de 1942. Exerceu a presidência no biênio
1958-1959, tendo por companheiros de Diretoria os acadêmicos Murillo
Cabral Silva, Hélio Chaves, Joaquim Gomes dos Santos, Carlos Werneck
e Flávio Maciel. Foi tesoureiro nos biênios 1950-1951 e 1954-1955
e secretário em 1956-1957 e 1960-1961. A cadeira 34 tem hoje por
titular Luiz Victor d 'Arinos Silva.
Virginio
de Moraes faleceu a 16 de março de 1994, aos 89 anos de idade, deixando
um patrimônio de honradez, dignidade, talento literário e amor à
Pátria de raro comportamento cívico, cultural e social.